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Especialistas da UFSCar revelam: Cidade produz mais de 50 toneladas por dia e projeta alta

A revisão do plano municipal de resíduos sólidos de Olímpia começou com exposição de dados atualizados sobre a geração de lixo na cidade e cobranças diretas por melhorias na coleta e na reciclagem, especialmente em áreas com atendimento irregular. A apresentação técnica foi conduzida pelos professores da UFSCar José da Costa Marques Neto, Rodrigo E. Córdoba e Érica Pugliesi, responsáveis pelo diagnóstico que embasa a revisão do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

Participam do processo o secretário de Zeladoria e Meio Ambiente, João Paulo Morelli, o diretor da Divisão de Meio Ambiente, Paulo Sérgio Buzzo Júnior, o diretor administrativo Fabrício Raimondo, a chefe de Educação Ambiental Jaqueline Marília P. B. Silva, a diretora de Zeladoria Laura Lourenço, o chefe de licenciamento Fernando Augusto S. Gomes e o responsável pela manutenção ambiental Lucas Almeida Bernardo.


A primeira audiência pública, realizada na Câmara Municipal, abriu uma série de quatro encontros que vão discutir o tema até outubro. O novo plano deve ser consolidado em março de 2027, substituindo o documento atual, elaborado em 2014, durante o segundo mandato do prefeito Geninho Zuliani.

A abertura foi feita pelo prefeito, que destacou que a revisão do plano vem sendo conduzida desde o início da atual gestão, com foco na atualização de dados, correção de falhas e definição de novas metas diante do crescimento urbano e turístico.

Participaram da audiência o presidente da Câmara, Flávio Olmos, e os vereadores Luiz Antonio Moreira Salata e Sônia Pinto Guerra.


Os dados apresentados indicam que Olímpia produz cerca de 52,8 toneladas de resíduos domiciliares por dia, com média de 0,93 quilo por habitante/dia, abaixo da média nacional e da região Sudeste.

A análise também mostrou mudança no perfil dos resíduos ao longo dos anos. A matéria orgânica caiu de 51,64% para 26,19%, enquanto os rejeitos aumentaram de 9,45% para 35,12%, indicando maior volume de materiais sem reaproveitamento.

Mesmo com potencial de reciclagem significativo, grande parte dos resíduos ainda é descartada sem separação adequada.

O estudo inclui levantamento em grandes empreendimentos turísticos, considerados megageradores de resíduos, entre eles Thermas dos Laranjais e Hot Beach.

A geração nesses locais varia entre 6,4 e 14,5 toneladas por dia, podendo chegar a picos de até 19 toneladas em períodos de maior movimento.

Representantes do setor participaram da audiência e apontaram falhas na coleta seletiva, com relatos de irregularidade no atendimento e baixa eficiência na retirada de recicláveis.


Durante a audiência, moradores, incluindo representantes da zona rural, cobraram ampliação da coleta de lixo em bairros ainda não atendidos de forma regular.


As demandas incluíram atendimento mesmo em áreas consideradas irregulares, além de ações mais efetivas de educação ambiental e incentivo à reciclagem.


Também foram relatadas práticas informais de descarte e recolhimento de recicláveis fora do sistema oficial, o que compromete a organização da coleta.

A revisão do plano inclui avaliação do que foi executado desde 2014, com análise baseada em planejamento, execução, infraestrutura, monitoramento e resultados.

O objetivo é identificar falhas, redefinir metas e estruturar um modelo mais eficiente de gestão de resíduos para os próximos anos.

O cronograma da revisão prevê mais três encontros:
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