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Vereadores também aprovaram projetos sobre sucumbência, mobilidade e transporte
A Câmara Municipal de Olímpia aprovou, na sessão ordinária desta segunda-feira (6), uma série de projetos em diferentes fases de tramitação, incluindo propostas que impactam a estrutura administrativa e o funcionamento de serviços públicos do município.
Entre os destaques, foram aprovados em primeira discussão os projetos que ampliam o número de vereadores de 13 para 15 e fixam o subsídio em R$ 13.909,86 para a legislatura que se inicia em 2029. As matérias ainda dependem de segunda votação e redação final, previstas para a próxima sessão, no dia 13.
A proposta de ampliação segue os limites constitucionais de representatividade populacional. Olímpia já havia passado de 10 para 13 vereadores na legislatura anterior e, com a nova alteração, poderá acrescentar mais duas cadeiras.
Na votação, registraram-se votos contrários dos vereadores Marcelo da Branca, vice-presidente da Câmara, e Sandro Pires.

Foi aprovado em redação final o projeto que regulamenta o recebimento e o rateio dos honorários advocatícios de sucumbência entre procuradores jurídicos do município.
O texto recebeu três emendas de autoria do vereador Luiz Gustavo Pimenta, também aprovadas em plenário.
As alterações tratam da definição dos honorários, dos critérios de distribuição entre os procuradores e das regras aplicáveis a profissionais inativos.

Durante a discussão, o vereador defendeu a regulamentação do tema.
“A sucumbência não é salário. É um direito vinculado à atuação judicial. O projeto organiza esse recebimento e estabelece critérios claros para a divisão dos valores”, afirmou.
Também foi aprovado em redação final projeto de autoria do prefeito Geninho Zuliani que altera a legislação do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana.
A proposta define a Secretaria de Segurança, Trânsito e Mobilidade Urbana como unidade gestora dos recursos e cria um comitê responsável pela deliberação sobre a aplicação financeira e acompanhamento da execução orçamentária.
O texto ainda prevê a instituição de um conselho municipal para participação da sociedade civil na definição de diretrizes da política de mobilidade.

Outro projeto do Executivo aprovado em primeira discussão altera a legislação do transporte coletivo escolar particular no município.
A proposta amplia de 15 para 20 anos o limite de fabricação dos veículos autorizados a operar no serviço.
Veículos com mais de 15 anos poderão continuar em atividade, desde que submetidos a vistorias técnicas periódicas por empresas credenciadas junto ao Detran e aprovados em inspeções semestrais obrigatórias.

Também foi aprovado, em primeira discussão, projeto de autoria do prefeito Geninho Zuliani que autoriza o município a firmar convênio com o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo para atuação em regime de função delegada.
A proposta prevê integração operacional entre o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), com o objetivo de reduzir o tempo de resposta nas ocorrências e melhorar o atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência.
O convênio estabelece que os bombeiros continuarão subordinados à estrutura da Polícia Militar, sem criação de vínculo empregatício com o município ou alteração na hierarquia da corporação.

O texto também prevê a definição de metas, indicadores de desempenho, mecanismos de fiscalização e prestação de contas, além da possibilidade de o município custear gratificação por função delegada e apoio logístico para execução das atividades.
Durante a tramitação, a proposta foi apresentada como medida de integração dos serviços de emergência e otimização dos recursos públicos.
“A integração entre o SAMU e o Corpo de Bombeiros permite reduzir o tempo de resposta e melhorar a coordenação das ocorrências, especialmente diante da demanda crescente do município”, aponta a justificativa do projeto encaminhado pelo Executivo.
Na prática, o modelo permite atuação conjunta e coordenada entre os dois serviços, mantendo suas competências próprias, mas com compartilhamento operacional em situações de atendimento à população.

Os projetos aprovados em primeira discussão, incluindo o aumento do número de vereadores e a fixação de subsídios, retornam à pauta na próxima sessão ordinária, marcada para o dia 13, quando passarão por segunda votação e redação final.
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