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Notícias por Categoria
Abertura do ano legislativo expõe prioridades e expectativas dos vereadores
O início do ano legislativo de 2026 na Câmara Municipal da Estância Turística de Olímpia foi marcado por discursos que revelaram mais do que pautas pontuais. Ao ocupar a tribuna, após a abertura em que participou o prefeito Geninho Zuliani expondo os resultados do primeiro ano de gestão (foto), os vereadores expuseram visões de mandato, preocupações recorrentes e o lugar que pretendem ocupar no debate público ao longo do ano. O tom predominante foi de responsabilidade, cobrança por execução e consciência de que o Legislativo entra em um período de maior exposição política.
Como líder do governo, Charles Amaral apresentou um discurso centrado na engrenagem cotidiana da política municipal. Sua fala indicou que o papel da liderança será menos retórico e mais operacional, acompanhando indicações, mediando demandas e pressionando pela execução. “O vereador apresenta a necessidade, mas o compromisso é acompanhar até que ela seja atendida”, afirmou, sinalizando que a articulação interna será uma das marcas do ano.
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A atuação fora do plenário apareceu com força na manifestação de Fernandinho Silva. Ao lembrar que o trabalho parlamentar não se limita às sessões, destacou a escuta direta da população e as cobranças que chegam diariamente ao gabinete. “O recesso é das sessões, não do trabalho”, disse, reforçando uma atuação territorial, voltada especialmente aos bairros em expansão.
Na condição de presidente da Câmara, Flávio Olmos adotou um tom institucional, buscando equilíbrio entre debate político e produtividade. Ao falar do novo ciclo legislativo, indicou que divergências fazem parte do processo, mas não podem paralisar a Casa. “A Câmara precisa discutir, mas também precisa entregar respostas”, resumiu, apontando para um ano de tensão controlada entre ideias e resultados.
A pauta da inclusão ganhou densidade no discurso de Marcelo da Branca, que trouxe para o centro da tribuna a realidade das famílias de crianças com transtorno do espectro autista. Ao falar de dificuldades enfrentadas na educação, deixou claro que o tema não será tratado como episódico. “Essas famílias precisam de atenção permanente, não só quando o problema aparece”, afirmou, antecipando um mandato mais fiscalizador nessa área.
Com uma fala de caráter comunitário, Luciano Ferreira reforçou a importância das parcerias entre vereadores e secretarias municipais. Ao relatar ações sociais desenvolvidas fora do mandato, defendeu que o funcionamento da máquina pública impacta diretamente o atendimento à população. “Quando a secretaria funciona, o vereador consegue ajudar quem procura”, disse, associando eficiência administrativa a resposta social.
A relação direta com os moradores foi o eixo da manifestação de Lucimara do Povão. Ao falar do volume de demandas que chegam ao gabinete, destacou que a proximidade com a população é, ao mesmo tempo, fonte de apoio e de cobrança. “O carinho vem junto com muita responsabilidade”, afirmou, indicando que o contato diário seguirá como base do mandato.
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O discurso de Luiz Salata abordou proteção animal, juventude e o impacto das redes sociais. Ao mencionar casos que mobilizam a opinião pública, alertou para o risco de políticas movidas apenas por comoção. “Algumas questões não podem ser lembradas só quando viram manchete”, disse, defendendo continuidade e responsabilidade social.
Já Luiz Gustavo Pimenta fez uma leitura política do momento. Para ele, o novo ano legislativo exige que a Câmara deixe de ser apenas espectadora do crescimento da cidade. “A Câmara precisa participar mais da história que está sendo construída”, afirmou, ao defender maior protagonismo do Legislativo nos debates sobre desenvolvimento, educação e oportunidades.
A defesa de políticas públicas voltadas às mães atípicas foi o centro da fala de Marcão Coca. Ao tratar do cotidiano dessas famílias, apontou para a necessidade de ações permanentes. “É preciso cuidar de quem cuida todos os dias”, resumiu, reforçando um olhar social de longo prazo.
Com um discurso marcado pela experiência na área de segurança, Otávio Hial, afirmou que o tema seguirá como eixo estruturante do mandato. Ao falar de prevenção e presença do poder público, destacou que o assunto não pode ser tratado de forma episódica. “Segurança pública precisa ser permanente”, afirmou.

A saúde apareceu como prioridade na manifestação de Sargento Barrera, que concentrou sua fala na realidade de pacientes que dependem de tratamento contínuo. Ao tratar da logística de atendimento, sintetizou sua preocupação: “Quem faz tratamento não pode depender da sorte para chegar ao atendimento”.
No primeiro mandato, Sandro Pires adotou um tom de aprendizado e responsabilidade. Ao refletir sobre o papel do vereador, defendeu iniciativas de impacto direto. “Às vezes uma ideia simples faz mais diferença do que uma grande promessa”, disse, indicando uma atuação prática.
Encerrando as manifestações, Sônia Guerra relacionou o crescimento do município à necessidade de inclusão social e formação profissional. Para ela, o desenvolvimento não pode se restringir aos indicadores econômicos. “O crescimento precisa alcançar quem mora aqui”, afirmou, fechando um conjunto de discursos que, embora diversos, convergiram para a cobrança por resultados ao longo do novo ano legislativo.
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