Presidente Salata homenageia mártires da Revolução Paulista lembrando o episódio do MMDCA

Educação - Terça-feira, 31 de Maio de 2016


Presidente Salata homenageia mártires da Revolução Paulista lembrando o episódio do MMDCA
Segundo Luiz Salata da Câmara de Olimpia e presidente do Sociedade Veteranos de 1932/ MMDC Núcleo Luis Salata Neto, em pronunciamento na última sessão ordinária da Câmara Municipal de Olimpia disse que “o sangue dos jovens mortos naquela jornada regou o movimento de mês e meio depois”. A Revolução de 1932 começou de fato no dia 23 de maio, quando um grupo de jovens paulistas tentou invadir a liga Revolucionária varguista com sede na Praça da República e cinco foram baleados pelos governistas. Eram eles Mario Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráuzio Marcondes de Souza e Antônio Camargo de Andrade. Camargo morreu nos dias subsequentes e ainda outro, Orlando de Oliveira Alvarenga, três meses depois. Também existe a informação de que no tiroteio morreram outros dez jovens não identificados. Existe ainda um debate sobre onde eles teriam caído, mortalmente feridos, mas sabe-se que se alguns se arrastaram até a esquina das ruas Barão de Itapetininga e Dom José de Barros o fizeram com extrema dificuldade. O que é ponto pacífico é que sua morte foi o estopim da revolução constitucionalista cuja eclosão ocorreu um mês e alguns dias depois. O perfil dos jovens revolucionários de então era de classe média, politizados, alguns estudantes em faculdades. Eles treinavam a população em geral em táticas de guerra e muitos foram soldados que vieram a morrer por ações de bravura no movimento. A revolução em si durou de 9 de julho até a capitulação em 2 de outubro. Mas o sangue daqueles jovens irrigou os ideais de civilidade e que resultaram sim numa constituição dois anos depois e avanços na sociedade.

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